25
jul

Por
Victor Thadeu

Método Fônico

As principais dúvidas sobre o método fônico de alfabetização

Dado em meios às críticas ao método alfabético de alfabetização, o método fônico tem ganhado muito espaço no Brasil. Por volta de 1980, muitos educadores começaram a valorizar formas diferentes de alfabetizar crianças. A partir disso, a consciência fonêmica foi priorizada, levando ao foco no reconhecimento do som de cada letra no período de alfabetização.

Por seu caráter inovador, é comum ter dúvidas sobre esse método notório em países desenvolvidos, como Reino Unido e França. Neste artigo, veja a resposta para 7 principais questionamentos sobre o método fônico de alfabetização.


1. O que é o método fônico?

O método fônico pode ser visto como uma estratégia para a rápida alfabetização, ensinando, primeiramente os sons de cada letra do alfabeto. Depois desse aprendizado, começa o processo de leitura de palavras e frases, em que a criança, por já conhecer as letras, é capaz de ler qualquer vocábulo de sua língua.

Sendo assim, o método fônico representa uma forma eficiente de fazer com que crianças pequenas sejam aptas a conhecer os aspectos escritos de sua língua. Por seu ciclo de alfabetização ser muito bem definido, há um maior envolvimento do aluno em sua aprendizagem. Em virtude de o processo iniciar com o ensino das letras e seus sons, a criança, conforme a aprendizagem progride, consegue responder corretamente aos estímulos de leitura e escrita.

É oportuno acrescentar que há, no método fônico, uma grande consideração quanto ao ritmo da criança. Como a ideia desse método se baseia em começar com o menos complexo e ir aderindo complexidade aos poucos, os alunos não se sentem pressionados. Logo, a aquisição da capacidade de ler e escrever acontece de forma ágil e natural.

2. Quais são os benefícios do método fônico?

São muitas as vantagens do método fônico. Além da questão do andamento adequado às crianças pequenas e alta eficiência, há a questão da qualidade da aprendizagem. Os alunos do método fônico costumam apresentar pronunciação correta das palavras, assim como maior facilidade para ler palavras extensas e de maior complexidade.

Portanto, o principal benefício envolve o sucesso do alfabetizado. Por meio do método fônico, as crianças não saem do período de alfabetização apenas alfabetizadas. Os alunos são hábeis a realização de análises profundas envolvendo a língua, seja escrita ou falada. Com isso, a formação de cidadãos críticos e talentosos se transforma em realidade na escola desde o começo dos anos escolares.

Veja outros benefícios do método fônico aqui.

3. Como funciona o método fônico de alfabetização?

O método fônico se dá por meio de estímulos multissensoriais. Isso significa que, nesse método de alfabetização, as crianças são incentivadas de várias formas. As atividades lúdicas desenvolvem um ambiente envolvedor em sala de aula, fazendo com que as crianças se divirtam e sejam encorajadas enquanto aprendem.

Num primeiro contato, a criança é apresentada às vogais do alfabeto. Ela, portanto, passa a compreender cos traços que configuram tais letras assim como seu som. Após isso, as outras 21 letras ganham espaço e são igualmente trabalhadas, sempre priorizando atividades de escuta, leitura e escrita.

Depois que a criança passa a entender quais são a letras e seus sons, o professor passa a combiná-los. É neste momento que as sílabas são apresentadas e os exercícios ficam focados nessa ligação entre as letras e som produzido por meio dessa junção. Após esse envolvimento, o trabalho com as palavras é iniciado.

Uma vez que os estudantes reconhecem as letras e entendem sua formação gráfica e sonora, as frases e textos são introduzidos. Assim, a criança alfabetizada por meio do método fônico possui maiores recursos para a leitura e escrita de textos mais profundos e complexos. Logo,  desenvolvimento das competências e habilidades dos futuros anos de ensino são mais facilmente assimilados e apreendidos.

4. O que o MEC diz sobre o método fônico de alfabetização?

O Ministério da Educação (MEC) recomenda às escolas brasileiras o uso do método fônico de alfabetização. A Política Nacional de Alfabetização privilegia cinco ações voltadas à estratégia de ensino da leitura e da escrita, valorizando sempre a decodificação de letras e segmentos de sons nas palavras.

Enquanto o decreto condiciona assistência técnica e financeira do governo federal ao alinhamento das secretarias de Educação com o método proposto, ele prevê a adesão voluntária das instituições de ensino à nova política. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), no entanto, não recomenda uma metodologia específica para o ensino da leitura e da escrita, embora alguns conceitos sejam bastante alinhados ao método fônico.

5. Quais são as vantagens do método fônico?

As vantagens do método fônico são diversas. Nos casos em que há uma correspondência direta entre um fonema e sua representação escrita, os estudantes conseguem decifrar as palavras de forma rápida, na medida que entendam essa relação e as correspondências. A criança alfabetizada por esse método consegue ler mais facilmente palavras que não fazem parte do seu vocabulário, já que conhece os fonemas da língua portuguesa.

Proporciona que a criança entenda mais facilmente que os sons iniciais de cada letra mudam dependendo da junção das letras para formar novas palavras. Ainda, o método fônico permite que as crianças sejam alfabetizadas no período de quatro a seis meses. A redação do aluno e sua coerência e coesão são impactadas positivamente.

6. Existem desafios para o método fônico?

Os principais desafios para a alfabetização por meio do método fônico se devem às variações da língua portuguesa. Mesmo que existam variações na pronúncia de algumas palavras, elas são escritas da mesma forma. Por exemplo, a palavra tomate, escrita com o e e, é pronunciada como “tumatchi” em algumas regiões do Brasil.

Outro desafio é que algumas letras podem representar diversos fonemas a depender de sua posição na palavra. Como exemplo, tem-se a letra s, que corresponde a um fonema quando aparece no começo da palavra (ex: sacola) e a outro quando aparece entre vogais (ex: música). Além disso, um fonema pode ser representado por várias letras. O fonema /s/, por exemplo, pode ser representado pela letra s (sapato), c (cenoura), ç (laço), pelo dígrafo ss (assar), pelo dígrafo sc (descida) ou pelo dígrafo xc (excelente). A ortografia e diversas convenções servem para estabilizar diferenças de representação.

Esses desafios, no entanto, são superados com variações e adequações do método fônico à realidade dos alunos. Cabe ao professor alfabetizador identificar as dificuldades de seus alunos e adaptar sua estratégia de aula, lançando mão de recursos inovadores, jogos, brincadeiras e tecnologia para tornar o processo de alfabetização mais fluido, tranquilo e natural para os estudantes.

7. Qual a diferença do método fônico e método global?

O método fônico faz parte do grupo dos métodos sintéticos de alfabetização. Além dele, o método alfabético e o método silábico também compõem esse grupo.

Os métodos sintéticos se baseiam na ideia de que a compreensão do sistema de escrita é feita sintetizando unidades menores, que são analisadas para estabelecer a relação entre a fala e sua representação escrita. As unidades de análise podem ser escolhidas entre letras, fonemas e sílabas, dando origem a cada um dos métodos sintéticos.

O método global de alfabetização faz parte dos métodos analíticos. Esses métodos partem da síntese para a análise, do todo para as partes. O grupo de métodos analíticos é composto pelos métodos da palavração, da sentenciação, natural, imersão e pelo método global de contos. O mais conhecido dentre esses, no entanto, é o último.

A unidade que é tomada como ponto de partida no método global é o texto. Essa unidade é memorizada e “lida” durante um período, com o objetivo de reconhecimento de sentenças, seguido do reconhecimento de expressões, de palavras e de sílabas. Uma vez que não trabalha com a decodificação, há uma dificuldade dos aprendizes em ler palavras novas. Além disso, o professor não consegue saber se os alunos estão realmente lendo ou se estão apenas recitando palavras e textos decorados.

A principal diferença entre o método fônico e o método global, então, é que o primeiro trabalha com a decodificação e codificação do código alfabético enquanto o segundo privilegia a memorização. O método fônico, assim como os demais métodos sintéticos, considera o aprendizado partindo das partes para o todo. Já o método global parte do todo para as partes e busca romper com o princípio da decifração.

Conclusão

O método fônico é uma forma de alfabetização de estruturação complexa mas de simples aplicação nos contextos escolares brasileiros. Por meio dele, os alunos aprendem a ler e escrever corretamente, ampliando suas capacidades no futuro. O grande destaque é que os resultados, além de aparecem de forma veloz, são efetivados mediante a realizações de tarefas lúdicas e adequadas às crianças.

Aderir métodos de alfabetização inovadores pode ser fundamental para o sucesso do aluno e da escola. Quer conhecer outras formas de fazer com que sua instituição seja notória? Leia nosso material gratuito e confira 8 tendências para fazer da sua escola ser um destaque.

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